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quarta-feira, março 17, 2010

NOVAS OPORTUNIDADES

A Educação é um bem essencial. Por aqui leva-se a sério a valorização intelectual do indivíduo. O plano de novas oportunidades do baronato comporta um sem número de medidas que visam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promovendo a sua qualificação e colocação no mercado de trabalho. Ficar bem na fotografia perante o exterior não é de todo o que nos move, embora queiramos obviamente que os outros não pensem que somos os mais atrasados da Europa. As directrizes do plano são de grosso modo:

  • Promoção de visitas a instituições escolares da região com possibilidade de realização de actividades. A realização de cada actividade proporcionará ao participante fazer um ano de ensino, pulando automaticamente para o ano seguinte. As actividades poderão ser à escolha do participante estando sempre sujeitas à aprovação. No entanto existem actividades propostas, as quais exporemos de seguida:
    · Bullying;
    · Jogo da macaca;
    · Bate Pé;
    · Vídeo e Fotografia na sala de aula;
  • Realização de tertúlias culturais na Tasca do Azedo que proporcionarão créditos aos participantes. Trinta créditos darão equivalência ao décimo segundo ano de escolaridade. Cada tertúlia poderá fornecer até 3 créditos distribuídos do seguinte modo:
    · Participação na tertúlia – 1 crédito;
    · Participação e intervenção activa – 2 créditos;
    · Participação, intervenção activa e fornecimento de vinho e petiscos – 3 créditos;
    Cantar à desgarrada ou agredir outro tertuliano não será considerada participação activa. Ajudar a levar camarada de tertúlia alcoolizado até casa e beber de penalty sim.

terça-feira, março 16, 2010

LEI DA ROLHA

Não existem partidos cá nas terras do Barão. Não é um problema de democracia, mas sim de saúde. Sempre que se fala em partidos o nosso líder sofre uma espécie de ataque de tosse bastante intenso e até assustador que só não é letal graças ao seu arcaboiço, alicerçado em anos e anos de consumo de bagaço, vinho e licor de poejo. Bem, não é só a saúde dele a penar. Quem profere a palavra parece perseguido por uma estranha maldição.
Muitos dos que ousaram referir o termo sofreram mazelas irreversíveis. Poderia aqui referir a altura em que Ti’Bezana propôs a criação dum partido para “debater” (outra palavra nefasta) a situação da Ilha com o Barão. Dois dias após tal observação o velhote, enquanto seguia na sua bicicleta rumo ao terreno que possui nas Arroteias, foi colhido por uma mula junto ao caminho-de-ferro. A mula corria desvairada perseguindo uma carrinha com uma cenoura atada num cordel preso à traseira. A mula era do Barão. A carrinha e a cenoura também. Há coincidências incríveis.
Eu não quero enfermar o Barão. Nem tão pouco quero desafiar o Universo, pois acreditem que a mula é bem grandinha. Mas era giro ter partidos. Mais que não seja pelos Congressos que se poderiam realizar. Muita gente junta, uns a gritar, outros a dormir. Votar coisas sem saber muito bem o quê e de forma bem desorganizada. Era giro. E aposto que por aqui, se fossemos votar algo que ficasse conhecido por Lei da Rolha, iríamos certamente ter muitos congressistas. Rolha soa a garrafa. Garrafas geralmente são de vinho e por cá ninguém nega um copito!

segunda-feira, março 15, 2010

PEC

Isto da crise também tem afectado (e muito) a Ilha do Rato e Arredores. Coisas como a quebra nos mercados financeiros, o preço da gasolina ou o excesso de consumo de canivetes e outros mariscos são assuntos esmiuçados nos cafés e tascas da região.
O Barão, Zé Caxias, seguindo o exemplo do governo português, tomou a decisão de criar um PEC.
O PEC, Plano de Extinção de Canivetes (e afins), será aplicado em todas as casas de petisco, limitando o consumo de tal alimento aos duzentos gramas por dia por cliente.
O PEC será uma forma de nos credibilizarmos perante os investidores estrangeiros, de lhes mostrarmos que afinal não somos aqueles tipos que só se sabem alimentar de bivalves e de cerveja. Assim, tal qual os portugueses da República, podemos ficar orgulhosos pelo facto dos estrangeiros voltarem a gostar de nós. Mesmo que isso nos custe menos um petisco ao final da tarde, ou no caso dos da República, os olhos da cara (e o do tardoz também).

quinta-feira, março 11, 2010

As Greves na Ilha do Rato

Aqui no baronato da Ilha do Rato e Arredores também se faz greve. E tal como na República as partes antagónicas no conflito possuem geralmente dados dissonantes.
A última greve que cá se fez foi organizada pelo Sindicato dos Técnicos da Apanha de Algas para Fins Terapêuticos.
Os dados do Sindicato referiam 93% de adesão à greve. O Gabinete do Barão do Rato lançou a percentagem de 19,33% de adesão.
Sinceramente não sei em quem acreditar. É que para além destas diferenças, a matemática destes valores está a deixar-me com o cérebro em papas (não é preciso muito diga-se).
Os ditos técnicos são na sua totalidade três, contando com o Ricardino, que está de baixa vai para 4 anos devido a um ataque de caspa agudo que sofreu enquanto comia batata-doce crua na taberna da Veluda. Ora, sendo três trabalhadores e pegando nos valores apresentados consigo ver apenas duas hipóteses:
· O pessoal foi todo trabalhar com a excepção da dentadura e do capachinho do Manel da Vitória, que ficaram em casa;
· Ninguém foi trabalhar com a excepção das micoses nos pés do Adalberto;