segunda-feira, março 29, 2010

JUSTIÇA E CORRUPÇÃO

A justiça portuguesa está de parabéns. Continua a funcionar mal mas desta vez deu um passo em frente no combate à falta de dinheiro na carteira de alguns portugueses.
Com o lema de “Estás com problemas financeiros?! Tenta corromper, sê levado à justiça e condenado, mas mete um processo a quem te chamar de corrupto que a gente dobra-te o investimento!”, promete pôr fim a esse grande flagelo que é um gajo tentar desenrascar-se de forma menos licita e ainda ter que pagar por isso!

Já a Justiça cá na Ilha continua, sem grande sobressaltos, a resolver todos os seus problemas, mesmo funcionando apenas na maré-baixa. Sem juízes, advogados ou procuradores, uma vez que o Barão Zé Caxias assume todos esses papéis condenando com mão de ferro quem prevarica baseando-se unicamente no seu valoroso juízo e no mítico Borda d´água.
Há quem se queixe que os direitos dos arguidos não são respeitados e que ainda ninguém foi absolvido de um julgamento. O Barão responde: “Ladrão enterra-se na merda (o denominado lodo). Homem honesto paira sobre ela (o lodo) ou usa galochas!”

segunda-feira, março 22, 2010

LIMPAR PORTUGAL

Cem mil pessoas andaram a limpar Portugal neste fim-de-semana. Agora uns milhões de porcos vão continuar a sujá-lo todos os dias!

sexta-feira, março 19, 2010

AUTÓGRAFOS

Sempre que alguém se abeira a solicitar um autógrafo sinto um certo desconforto na parte superior do estômago. É da quebra de privacidade. Mas ser estrela rock é isto mesmo. Não podemos desiludir os fãs.
Certa vez, enquanto passeava na rua, uma jovem bem apessoada veio ter comigo e disse:
- Olá, peço desculpa… podia assinar-me isto?
- Bem… pode ser pode ser… estou com um pouco de pressa mas tudo bem… Qual o seu nome?
- Porque é que quer saber?
- Então para pôr no autografo?!
- Ahahahahahah. Você é muito engraçado. Não é preciso… basta uma assinaturazita.
Confuso lá assinei aquilo.
- Já agora, não quer saber para que é a petição? – Perguntou ela.
- Petição?! Isto é para uma petição? Não é porque gosta dos I-Glamour e em especial de mim?!
– I-Glamour? Desculpe… mas… não estou a perceber, eu nem o conheço…
- Não conhece o Talk Talk? Ah, isto anda bonito anda…pronto, tudo bem…. Qual é a causa?
– É para ajudar a salvar a minhoca Lumbricus rubellus. Tem sofrido imenso com a proliferação da pesca à cana.
- Ah ok eu assino. Nós músicos defendemos as boas causas…
- Eu vi logo que era músico!
- Viu?! Nota-se logo não é? É do ar cool.
- Hã?! Não não… é da guitarra que traz às costas.

quinta-feira, março 18, 2010

HISTÓRIAS DE PIRATAS I

Hoje venho falar-vos do Capitão Migas. Corsário do Tejo, homem de poucas falas, conhecido no submundo das Tascas pelo Esponja do Tinto. Eu, em jeito de respeito, trato-o por Capitão Esponja!
Certo dia decidi convidá-lo para uma jogatana de bowling com a rapaziada. Não é coisa que façamos todos os dias, nem sequer todas as semanas. Acontece. Um telefonema desencadeou o processo. Eu, o capitão e mais dois amigos partimos então para uma noite de rambóia, entre cervejas e lançamentos.
A chegada à recepção começou como sempre começa: Hora de gozar com o tamanho dos meus chispes
- Minha senhora será que para além de sapatos também tem submarinos?! – Perguntou um dos amigos.
- Porquê? – Perguntou ela sorrindo.
- Porque eu calço o 46! – Disse-lhe eu tentando matar ali a brincadeira.- Ah… isso arranja-se. Nós temos todos os números possíveis. Também o senhor com essa altura tinha mesmo que calçar um número grande, não é? Tem que ser todo grande… – Pois… – Confirmei eu.
- Mas minha senhora, para mim é que acho que não vai arranjar número, nem que se pinte de roxo – Disse o capitão.
- Há não?! Então porquê? – Perguntou ela.
- Porque eu tenho uma perna de pau.

quarta-feira, março 17, 2010

NOVAS OPORTUNIDADES

A Educação é um bem essencial. Por aqui leva-se a sério a valorização intelectual do indivíduo. O plano de novas oportunidades do baronato comporta um sem número de medidas que visam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promovendo a sua qualificação e colocação no mercado de trabalho. Ficar bem na fotografia perante o exterior não é de todo o que nos move, embora queiramos obviamente que os outros não pensem que somos os mais atrasados da Europa. As directrizes do plano são de grosso modo:

  • Promoção de visitas a instituições escolares da região com possibilidade de realização de actividades. A realização de cada actividade proporcionará ao participante fazer um ano de ensino, pulando automaticamente para o ano seguinte. As actividades poderão ser à escolha do participante estando sempre sujeitas à aprovação. No entanto existem actividades propostas, as quais exporemos de seguida:
    · Bullying;
    · Jogo da macaca;
    · Bate Pé;
    · Vídeo e Fotografia na sala de aula;
  • Realização de tertúlias culturais na Tasca do Azedo que proporcionarão créditos aos participantes. Trinta créditos darão equivalência ao décimo segundo ano de escolaridade. Cada tertúlia poderá fornecer até 3 créditos distribuídos do seguinte modo:
    · Participação na tertúlia – 1 crédito;
    · Participação e intervenção activa – 2 créditos;
    · Participação, intervenção activa e fornecimento de vinho e petiscos – 3 créditos;
    Cantar à desgarrada ou agredir outro tertuliano não será considerada participação activa. Ajudar a levar camarada de tertúlia alcoolizado até casa e beber de penalty sim.

terça-feira, março 16, 2010

LEI DA ROLHA

Não existem partidos cá nas terras do Barão. Não é um problema de democracia, mas sim de saúde. Sempre que se fala em partidos o nosso líder sofre uma espécie de ataque de tosse bastante intenso e até assustador que só não é letal graças ao seu arcaboiço, alicerçado em anos e anos de consumo de bagaço, vinho e licor de poejo. Bem, não é só a saúde dele a penar. Quem profere a palavra parece perseguido por uma estranha maldição.
Muitos dos que ousaram referir o termo sofreram mazelas irreversíveis. Poderia aqui referir a altura em que Ti’Bezana propôs a criação dum partido para “debater” (outra palavra nefasta) a situação da Ilha com o Barão. Dois dias após tal observação o velhote, enquanto seguia na sua bicicleta rumo ao terreno que possui nas Arroteias, foi colhido por uma mula junto ao caminho-de-ferro. A mula corria desvairada perseguindo uma carrinha com uma cenoura atada num cordel preso à traseira. A mula era do Barão. A carrinha e a cenoura também. Há coincidências incríveis.
Eu não quero enfermar o Barão. Nem tão pouco quero desafiar o Universo, pois acreditem que a mula é bem grandinha. Mas era giro ter partidos. Mais que não seja pelos Congressos que se poderiam realizar. Muita gente junta, uns a gritar, outros a dormir. Votar coisas sem saber muito bem o quê e de forma bem desorganizada. Era giro. E aposto que por aqui, se fossemos votar algo que ficasse conhecido por Lei da Rolha, iríamos certamente ter muitos congressistas. Rolha soa a garrafa. Garrafas geralmente são de vinho e por cá ninguém nega um copito!

segunda-feira, março 15, 2010

PEC

Isto da crise também tem afectado (e muito) a Ilha do Rato e Arredores. Coisas como a quebra nos mercados financeiros, o preço da gasolina ou o excesso de consumo de canivetes e outros mariscos são assuntos esmiuçados nos cafés e tascas da região.
O Barão, Zé Caxias, seguindo o exemplo do governo português, tomou a decisão de criar um PEC.
O PEC, Plano de Extinção de Canivetes (e afins), será aplicado em todas as casas de petisco, limitando o consumo de tal alimento aos duzentos gramas por dia por cliente.
O PEC será uma forma de nos credibilizarmos perante os investidores estrangeiros, de lhes mostrarmos que afinal não somos aqueles tipos que só se sabem alimentar de bivalves e de cerveja. Assim, tal qual os portugueses da República, podemos ficar orgulhosos pelo facto dos estrangeiros voltarem a gostar de nós. Mesmo que isso nos custe menos um petisco ao final da tarde, ou no caso dos da República, os olhos da cara (e o do tardoz também).

quinta-feira, março 11, 2010

As Greves na Ilha do Rato

Aqui no baronato da Ilha do Rato e Arredores também se faz greve. E tal como na República as partes antagónicas no conflito possuem geralmente dados dissonantes.
A última greve que cá se fez foi organizada pelo Sindicato dos Técnicos da Apanha de Algas para Fins Terapêuticos.
Os dados do Sindicato referiam 93% de adesão à greve. O Gabinete do Barão do Rato lançou a percentagem de 19,33% de adesão.
Sinceramente não sei em quem acreditar. É que para além destas diferenças, a matemática destes valores está a deixar-me com o cérebro em papas (não é preciso muito diga-se).
Os ditos técnicos são na sua totalidade três, contando com o Ricardino, que está de baixa vai para 4 anos devido a um ataque de caspa agudo que sofreu enquanto comia batata-doce crua na taberna da Veluda. Ora, sendo três trabalhadores e pegando nos valores apresentados consigo ver apenas duas hipóteses:
· O pessoal foi todo trabalhar com a excepção da dentadura e do capachinho do Manel da Vitória, que ficaram em casa;
· Ninguém foi trabalhar com a excepção das micoses nos pés do Adalberto;

segunda-feira, novembro 16, 2009

Leopoldina vai ao cirurgião plástico

Antes...





Depois...




Parece que a Leopoldina foi tratar da imagem. As más linguas dizem que até pôs silicone no... bico!

terça-feira, novembro 03, 2009

Bora lá outra vez, outra vez!

- Oh Talk volta lá a escrever naquilo pá!
- Não sei… agora não me ocorre nada de jeito para escrever!
- O que?! Ahahahahahah. Vais-me dizer que antes ocorria?!

segunda-feira, junho 01, 2009

Escusam de agradecer

Surgiu por aqui uma referência à revista Maxmen. Parece que há meninos que a compram porque querem aprender a conquistar raparigas! De forma bem mais rápida e eficaz eu vos ensino. Leiam e aprendam!
A arte da conquista resume-se a uma palavra e a um sinal ortográfico: Medo!
Sim rapazes, o medo! “Mas medo! do quê?” perguntam vocês. Medo! de tudo o que possam imaginar! “Mas tenho que sentir medo!?” perguntam vocês de novo. Não. Vocês têm que provocar esse medo!
Basicamente têm que criar uma situação de pânico geral, onde todos aqueles “machões” à volta da moça dos vossos sonhos se acobardem e vocês não. Simples não é?
“Mas… eu não sentir medo!? Logo eu que quando vejo um caracol levantar as antenas fujo a sete pés!?” perguntam vocês outra vez. A situação de medo é simulada ok? Eu dou um exemplo:
Imaginem um conquistador barato que anda atrás da miúda que vocês gostam, a tal que nem sabe o vosso nome e que a última vez que falou convosco foi para pedir que tirassem a vossa patola de cima do seu pezinho delicado! Pronto. Agora imaginem que ele está ali a falar com ela. Imaginem ainda que têm o contacto dele à mão e que se lembraram de trazer a máscara do Darth Vader convosco. Ligam-lhe e ele atende:
- Estou? – Pergunta ele com ar gingão.
- Sim sim meu marmanjo… daqui fala o teu pior pesadelo, o choninhas que gosta dessa miúda ai ao teu lado! – Respondem vocês com a voz o mais próximo do firme que conseguirem e altamente disfarçada pela máscara.
- Vai pró… – responde ele armado em ordinarão.
- Olha vai mas é tu ok?! E se não fugires vais levar com a caca de vaca que eu mandei lançar dum avião e que vai cair ai em cima de ti dentro de 30 segundos!
O pânico vai invadir a mente limitada do vosso oponente. Ele, mesmo não sabendo muito bem quanto tempo são 30 segundos, vai fugir porque apesar de estúpido sabe que as moçoilas não apreciam cabelos a cheirar a cocó!
E ai entram vocês, já sem a máscara do Darth Vader e com um chapéu-de-chuva para proteger a vossa amada!
Como as vacas não voam e vocês não têm dinheiro para utilizar um avião podem perfeitamente aplicar o uso de pombos com diarreia! Mas atenção que aquilo é como a chuva, ás vezes vem batida a vento! Escusam de agradecer.

terça-feira, maio 26, 2009

As Histórias do Bolinha – A Última

- Então Bolinha conseguiste fazer aquilo?
- Não! Mas consegui fazer o contrário!
- Eu sabia… estás feito!
- Pois…
- Queres ouvir a metáfora do vinho?!
- Não pá… prefiro beber vinho …
- Pode ser antes cerveja?
- Pode.

… 14 Imperiais depois…

- Diz-me… porque é que um gajo é parvo?
- Qual gajo?
- Eu pá! Porque é que eu sou parvo?
- Tu não és parvo!
- Não?!
- Não. Tu és o Bolinha! O Bolinha nunca é parvo!
- Ai sou sou!
- Não, és outra coisa…
- O quê?
- Um tipo com as suas duas partes interiores a lutarem por protagonismo!
- A cerveja faz-te dizer coisas sem nexo…
- Pois… já a ti faz-te cara de parvo!

terça-feira, maio 19, 2009

Agora é que vai ser…

Três coisas rápidas:

1º - Isto vai passar a ser um Blogue de política. Dá estilo, dá seriedade, dá audiências (!) e eu acho que para mim é uma espécie de cereja em cima do bolo.

2º - Tenho que decidir se vai ser de direita ou de esquerda. Então é assim: A direita tem mais peso por causa do spin, mas a esquerda é esteticamente mais evoluída, mais “estilosa”… é pá não sei… não pode ser o serviço ou o smach?!

3º - Agora vou ter que passar a ler os jornais não desportivos logo de manhã para me manter informado, vou ver sempre os telejornais e os “interessantes” debates da TV… ok… ah… esqueçam lá isso, este Blogue vai voltar a ser um Blogue de tolices!

quarta-feira, maio 13, 2009

Tcham tcham tcham tcham

Os mails têm sido… inúmeros. As fãs exaltam por uma foto! Elas querem saber se é verdade o que se diz. Que Talk é um tipo extremamente sexy. Eu sei que muito do deslumbramento que uma jovem pode sentir resulta do efeito mistério. Que se lixe o mistério!
Meninas, aqui vai em primeira mão:



PS1 – Olhinho azul hã?! Ah pois… pensavam o quê? Digam lá que não sou bué fofinho!
PS2 – Sempre achei que a barba de 3 dias me ficava muito bem!

terça-feira, abril 21, 2009

Facadas Canhoto - Reedição

Facadas Canhoto, poeta popular e amolador de malhas do chinquilho, é um homem com duas alcunhas. Por isso fomos falar com ele:
- Facadas, você é a única pessoa que conheço que acumula duas alcunhas. Qual a origem de Canhoto?
- Vem do meu pai.
- Ele era esquerdino portanto?
- Não.
- Então?
- Era “direito”.
- Então porque é que lhe chamavam Canhoto?
- Vem do pai dele.
- Esse sim era canhoto então?
- Acho que não. O desgraçado do velho batia-me sempre com a mão direita.
-(...) ok... e Facadas?
- Facadas vem do facto de eu ter andado no mundo dos faquires.
- Ah foi?! Uau, não sabia…
- Foi foi. Mas tive que desistir. Chegou-se à conclusão que eu não tinha nascido para aquilo.
- Falta de pontaria a lançar as facas?
- Não sei. Nunca lancei nenhuma. O meu trabalho era afiar facas, pregos e coisas do género ao faquir, bem, no fundo era eu que lhe fazia a cama. Pelos vistos não prestava para a função. O gajo acordava todos os dias com dores nas costas.

quinta-feira, abril 16, 2009

Entrevista aos I-Glamour por Pedrito Bodega – Jornalista e critico musical

Não foi pêra doce arranjar uma entrevista com os 4 magníficos. Aliás, só chegámos á fala com dois deles, Talk e Charm. Tudo estava programado ao pormenor. Aguardando na suite presidencial da Pensão-Tasca “Sabores do Rio”, estavam os dois geniais mais o seu staff: Um Abominável Bicho das Neves a fazer de guarda-costas, duas massagistas, um burro mirandês e um papagaio albino de nome Mister T.
Impressionou-me o ar descontraído dos dois. Sentados num sofá pareciam divertir-se com as tarefas que levavam a cabo. Charm entretinha-se a criar diálogos entre duas personagens representadas por meias que tinha colocadas nas mãos. Talk fazia malabarismos com 3 limões enquanto cantava o refrão dum hit dos Bee Gees. A conversa começou então:
Pedrito – Como é levar para a frente um movimento totalmente novo?
Charm – O que é que o gajo quer dizer com isto?!
Talk – Não sei…
Pedrito – Então?! O charming punk rock!!
Charm – Ah isso! É fácil! O charming punk rock é que nos leva a nós. É uma espécie de carroça puxada por cavalos velozes. Nós só temos que saber puxar as rédeas quando é preciso!
Pedrito – E as fãs Talk?
Talk – É muito complicado. Não é fácil ser um ícone. Andar na rua e tentar passar despercebido é impossível. Mesmo disfarçado com uma túnica ou um turbante árabe, elas reconhecem-me apontando o dedo e rindo!
Pedrito – É difícil para ti, Charm, lidar com a fama?
Charm – Não, até é fácil! A fama é que nos lida a nós. É uma espécie de carroça puxada por cavalos velozes. Nós só temos que saber puxar as rédeas quando é preciso!
Pedrito – Pois… diz-me Talk, tu que és o homem das letras. Em One Patanisca nota-se um clima de romance no ar… és um romântico?
Talk – Sou. Mas é muito complicado. Não é fácil ser um romântico. Andar na rua e tentar passar por um insensível é impossível. Mesmo disfarçado com uma pose de troglodita…
Pedrito – Desculpem… mas vocês estão a gozar comigo?!
Charm e Talk – Porquê?!
Pedrito – Estão sempre a repetir as mesmas frases!
Charm – Oh Pedrito relaxa pá! Os nervos são uma espécie de carroça puxada por cavalos velozes, se não sabes puxar as rédeas quando é preciso dás em maluco.
Pedrito – Porque é que vocês não vão dar uma volta ao bilhar grande?
Talk – Bilhar grande?! Isso é muito complicado. Não é fácil ir dar uma volta ao bilhar grande. Andar na rua e…
Pedrito – Vão pró…
O curto diálogo que se seguiu com o Yeti guarda-costas não o transcrevi até porque parte dele não me recordo por me encontrar inanimado. E assim terminou a entrevista aos Reis do Charming Punk Rock. Obrigado por tudo.

Entrevista de Pedrito Bodega aos I-Glamour para a revista Belites

segunda-feira, abril 13, 2009

As Histórias do Bolinhas – A Serenata

Esbarrada a minha entrada nos Queijinhos Frescos em 1986 porque “não cantava propriamente como o Marco Paulo”, nunca supus que fosse o Bolinhas a levar-me de novo ao implacável mundo do Showbiz.
- Preciso do teu apoio, se cantar sozinho a voz falha-me com os nervos!
Estranhei a sua escolha. Porquê eu que nem o “Parabéns a você” canto para não fazer murchar a massa dos bolos!?
O plano era um bom plano. O pessoal da Tuna ia fazer a parte instrumental dispondo-se a ir ao restaurante onde a rapariga jantaria com os pais e com o… namorado! Eu e o Bolinhas iríamos ficar numa mesa perto e assim que os músicos chegassem começávamos a cantar. Eu quietinho na mesa, embora de olho em qualquer movimento do namorado, enquanto ele caminharia na direcção dela!
Até estava tudo a correr bem. A nossa mesa era perto do “alvo”, o pessoal da Tuna tinha ligado a dizer que vinha a caminho, a letra da música estava decorada. Mas subitamente tudo mudou. Eu tinha avisado o Bolinhas para os perigos que as ostras, que ele comeu compulsivamente de entrada, trariam ao nosso plano! Mas ninguém se intromete entre Bolinhas e um prato de petisco. Ainda deixou escapar um “aguenta aí as coisas” enquanto corria abruptamente na direcção do W.C..
Eu estava mentalizado para tudo. Para ser corrido pelo gerente, para levar com uma perna de frango assado no focinho ou até para ter que lançar uma cadeira nos cornos do panhônha do namorado.
Mas não estava mentalizado para isto: Para “aguentar aí as coisas”, enquanto o Bolinhas se desfazia em cocó, enterrado numa sanita!
Os tipos da Tuna eram uns gajos porreiros, mas eram… vá… precipitados! Mal subiram a escadaria começaram a tocar a música sem confirmar se o Bolinhas estava preparado ou não. Acho que já nem sabiam quem lhes tinha pedido para irem ali, sabiam apenas que depois da performance havia bebida á borla.
Tinha que pensar rápido. Levantei-me e comecei a cantar. Obviamente não me virei para a mesa da moça. Não queria que ela ficasse confusa. Olhava em frente. E em frente estava a cozinheira ucraniana de sessenta anos e 130 quilos de boca aberta a olhar para mim. Tinha conquistado uma espectadora. Todos os outros me detestavam. No momento em que pressenti que o primeiro caroço de azeitona iria voar na minha direcção surge o Bolinha a correr ao mesmo tempo que tentava abotoar as calças. “You trying now not to show it… Baby!”, gritou/cantou enquanto corria apontando para a mesa da apaixonada. “But Baby… i know it… you lost…” e nisto tropeça numa cadeira e cai estatelado no chão aos pés da rapariga. Caiu mas não se foi abaixo. Cantou o resto da música de joelhos ao pé da amada.
No fim uma salva de palmas do restaurante inteiro! Do panhônha inclusive. Acho que temeu o meu cabedal e o ar alucinado do Bolinhas… ou então achou que os sete malucos com as pandeiretas, guitarras, ferrinhos e garrafas de vodka podiam intervir!
- Obrigado amigo, epá acho que correu mesmo bem – exclamou o Bolinhas entusiasmado enquanto me dava chapadinhas na cara!
- Olha lá pá… chegaste a lavar as mãos?!
- (…)

quarta-feira, abril 08, 2009

Carta de fã

Uma das imensas cartas que temos recebido:

“Olá I-Glamour! A pior coisinha que me aconteceu desde que… vá, desde que comi Sugos de mentol, foi saber que vossemecês tinham acabado. Foi “dramástico”. Não queria acreditar no que os meus olhos liam!
Então a banda que inspirou quase todos os totós da região, mostrando-lhes que era possível sair da toca e ficar famoso e até, quiçá, conhecer umas moçoilas com a dentição completa, tinha acabado?!
Confesso que chorei. Nunca mais contemplaria a dança estática do Talk sempre a bater com os cornos nos holofotes, a voz excepcional do Charm a lembrar ganidos dum cão rouco ao luar ou a presença quase mística do Stylish com os seus estranhos amuletos de palco: os búzios, as caveiras em miniatura… o portátil com uma folha de Excel aberta e pronta a actualizar com dados estatísticos!
Lembro-me como se fosse ontem daquele último concerto que vocês deram, na 2ª Feira passada, no Chinquilho. Foi um terminar em beleza. Foi pena a lotação não ter esgotado. Falta de tacto daquela gente marcar um campeonato de matraquilhos para a mesma hora na sala ao lado. Mas os fãs que assistiram puderam ver um concerto cheio de garra e energia, presenteados com todas as músicas da banda: O “One Patanisca” e o “Out of Charme”.
Tenho um carinho especial pela versão acústica do One Patanisca porque me faz lembrar da minha Paulinha. É certo que não é uma boa recordação, foi coisa que só me trouxe dissabores. Pelo menos a partir do momento em que ganhei coragem e fui ter com ela para lhe falar sobre os meus sentimentos. Nunca mais esqueci as suas palavras: “Porra… só me saiem é duques! Baza antes que eu chame a polícia oh freak?!”.
Enfim… desgostos que a vossa música ajudou a suportar. Obrigado por tudo, sois Grandes!

Chico”

terça-feira, março 31, 2009

Olé Conhos!

Hola. O meu nome é Hablando Hablando. Sou la version cheia de ganas do Talk Talk, por suposto. Como aquele grupo de malucos, os I-Glamour, acabaram, decidi formar uma banda de Sevilhanas em sua homenagem. Os A-Encanto. O A é de Aficcion!
Nesta nova banda, na guitarra clássica e na voz esganiçada, Charme Loco. No baixo acústico, yo. Na dança coreografada, munido de castanholas, Señor Estilo.
Seremos assim uma espécie de I-Glamour mas muito mais giros… com calças de cor bege, sapatos de vela, patilhas grandes e uma adoração especial pela festa brava e por moçoilas com brincos de argolas com o mínimo de dez centímetros de diâmetro.
Claro que adoramos su música. Me encanta, não?! Mas porra… não percebia todo aquele histerismo feminino, especialmente pelo compridinho! Parecia que o homem tinha mel! Todas queriam apanhar boleia na sua pasteleira! Enfim… nem um carro tinha para passear as chicas! Era vê-las passar montadas e felizes e eu sozinho no meu Seat preto metalizado!
O nosso primeiro concerto aproxima-se e já sinto a adrenalina. Vamos pegar o toiro pelos cornos! A última vez que peguei o toiro foi mesmo um toiro de verdade… vá era mais um bezerro. Peguei-o de tal forma que ele só escapuliu quando chegaram os bombeiros para tirar o corno direito do animal de dentro do meu tardoz. Ainda hoje sinto dores quando faço cocó!
Hablando Hablando

Nota do administrador executivo do blog:
Com o fim da mítica banda começam a surgir movimentos de inspiração um pouco por esse mundo fora. Este último por acaso vem aqui bem de perto…vem da Moita. Todos os textos relativos a estes movimentos é de inteira responsabilidade dos autores… não sou eu!
Talk Talk

quarta-feira, março 25, 2009

The Love Boat – O Batelão do Amor - Reedição



Com uma visão muito além do seu tempo, “Facadas” Canhoto recuperou um dos batelões encalhados nos lodos da Praia do Rosário, dando-lhe o nome de Bota do Chispes, em homenagem ao seu velho amigo Licínio Chispes.
Jovens atletas do Clube de Remo de Sarilhos Pequenos distribuídos por quatro embarcações puxam e guiam o batelão pelo Mar da Palha no circuito programado com escala nos seguintes 5 pontos turísticos:
- Foz do Coina – as chaminés da Siderurgia Nacional;
- Barra-a-barra – o mistério das fábricas da antiga CUF;
- Cais de Alhos Vedros – o contacto com as gentes;
- Praia do Rosário – os banhos de sol e rio;
- Ilha do Rato – a beleza histórica e natural do enclave;
Estão previstas inúmeras actividades a bordo, como a apresentação de ranchos folclóricos, jogos tradicionais, pesca da tainha e música ao vivo.
Será possível assistir à actuação do Quarteto All 4-1, composto por Tony Crak, Peter the Voice, um piano e uma garrafa de whisky velho. Tony é um Yeti pianista de valor incontestável, Peter é um Peru das Neves cantante de experiência vasta no mundo da música, o piano é branco e com teclas bem grossas ao estilo yetiano, a garrafa permanece sobre o piano e é da marca Jameson, sendo “manejada” por Tony ao longo do concerto. Músicas como Loving You ou Love Boat farão parte do reportório que findará assim que a garrafa ficar vazia, ou seja, ao fim de 4 a 5 músicas.
Os jantares serão ao ar livre, ao largo e com a maré-cheia (de forma a evitar os cheiros dos esgotos e os mosquitos) e serão cuidadosamente confeccionados pelo Chefe Luís Azedo. Embora a carta seja vasta aconselham-se pipis fritos, caracóis ou pataniscas de bacalhau com arroz de tomate.
Para pernoitar serão montadas tendas de campanha cedidas pelos Escuteiros da Baixa da Banheira, utilizadas na grande Reunião de Escutas em 1986. Aconselham-se os interessados a trazerem assadores e geleiras cheias de víveres e bebidas pois os almoços não estão incluídos.
Será o sítio ideal para um fim-de-semana a brotar romance por todos os poros.
Bem-vindos a bordo.