O Jogo da Sedução tem as suas regras. Não é fácil jogá-lo, não é fácil transpor o deserto que separa o brejeiro e quotidiano engate da pura arte do glamour. É por isso que existem pessoas como David Chelas, homens que atravessam esse deserto de inspiração. Noctívago, homem rude, culturista, estucador, pescador de tainhas, porteiro da Discoteca “Bruma”, vendedor de suplementos alimentares e outros produtos.
Temo-lo hoje connosco para uma conversa amena cheia de esplendor intelectual:
T.T. – Agradeço a tua presença neste espaço e pergunto-te o seguinte: Como é ser porteiro de Discoteca?
D.C. – É nice estar aqui contigo. Ser porteiro de Discoteca é nice. Um gajo pode exterminar o stress adquirido no dia-a-dia no ginásio partindo uns cornos de vez em quando.
T.T. – Ouvi dizer que tens métodos novos na abordagem aos clientes?
D.C. – Yah! Deixo entrar toda a gente lá para dentro, preocupo-me é com as saídas. Aliás, é esse o método dos cães de guarda. Toda a gente pode entrar em casa, sair é que não. É o chamado método do contra-prevenção, deixa-se acontecer a espiga e depois pimba: castanhada da grossa para acalmar as hostes.
T.T. – Mas como actuas concretamente?
D.C. – À saída da Disco ninguém pode vir lá de dentro de ténis, sem acompanhamento feminino, ou em estado de embriaguez aparente, nem é permitido sair quando a casa está cheia e claro, quando estou chateado ninguém sai sem cartão de cliente.
T.T. – E como é a tua relação com o sexo oposto (diz-se que és um grande sedutor)?
D.C. – É fixe. Menos quando ando a treinar para secar. Aí as coisas correm menos bem, os comprimidos têm alguns efeitos secundários…a bandeira fica tipo a meia haste.
quinta-feira, junho 30, 2005
quarta-feira, junho 29, 2005
"Facadas" Canhoto - Amor à vista!!
O Amor lançou amarras em “Facadas”. O nosso poeta popular de invulgar talento foi apanhado pela seta ardente do Cupido. Diz quem sabe, que a nova dona do palpitante coração é a fogosa Berta, a madura bailarina exótica do Bar “Segredos” nas Arroteias. O início deste romance épico foi relatado neste Blogue no pós-revolução das Tainhas. Agora cresceu uma exacerbada relação, alicerçada na amizade, no carinho, no respeito e muito especialmente no irracional fetiche de “Facadas” por seios descomunais que fazem lembrar melancias do Entroncamento.
Fala-se em casório. Talvez para o fim do ano. Os i-glamour encarregar-se-ão do apoio musical. Os “comes e bebes” serão patrocínio da Tasca do Azedo. O local do convívio será ao que tudo indica a propriedade de Zé Caxias na Fonte da Prata. Os cerca de 50/60 convidados serão dispostos nos 15 metros quadrados da propriedade em mesas circulares principescamente decoradas com o glamour que a ocasião exige, não faltarão os pratinhos com alcagoitas, com pevides, o vinho carrascão e principalmente a deslumbrante vista sobre o rio Tejo, que na maré-alta invade a propriedade. Após a festa os felizes noivos partirão em Lua-de-mel para parte incerta. Fontes próximas do casal afiançam que o local escolhido para as merecidas férias adocicadas é a Trafaria, numa moradia rústica, construída em madeira e fibrocimento, propriedade de Zeca Mendes, primo e padrinho de Berta.
Fala-se em casório. Talvez para o fim do ano. Os i-glamour encarregar-se-ão do apoio musical. Os “comes e bebes” serão patrocínio da Tasca do Azedo. O local do convívio será ao que tudo indica a propriedade de Zé Caxias na Fonte da Prata. Os cerca de 50/60 convidados serão dispostos nos 15 metros quadrados da propriedade em mesas circulares principescamente decoradas com o glamour que a ocasião exige, não faltarão os pratinhos com alcagoitas, com pevides, o vinho carrascão e principalmente a deslumbrante vista sobre o rio Tejo, que na maré-alta invade a propriedade. Após a festa os felizes noivos partirão em Lua-de-mel para parte incerta. Fontes próximas do casal afiançam que o local escolhido para as merecidas férias adocicadas é a Trafaria, numa moradia rústica, construída em madeira e fibrocimento, propriedade de Zeca Mendes, primo e padrinho de Berta.
segunda-feira, junho 27, 2005
Os verdes anos da rebeldia
Ao ler as ultimas dicas do meu amigo Pedrito Bodega não posso deixar de complementar alguns temas que me são muito queridos destes rapazes. É com lagrimas nos olhos que eu tambem falo nestes rapazes, porque eles estao na origem do despertar em mim da minha rebeldia, pois ao ouvir temas como "Na minha Zundap..." ou "Sássá a velha coirão" eu corria todo o concelho do Barreiro assustando pombos e cães que á passagem da minha bomba de 2 rodas fugiam como podiam pois a poesia que zurrava do escape era demais para os seus ouvidos. Fui rei e senhor em cima da minha mota até ao dia em que ma roubaram (o meu presssiosso tessssouro). Sim ma roubaram, malandros, urdinários, xuis dum c****o, porque eles podem dzre que num tinha condições de segurança, mas o facto de não ter velocimetro, fazer um barulho de avião e deitar mais fumo do que o parque da quimigal todo não é desculpa para mim.
As dicas de Pedrito Bodega - Os Bicho Boys
Hoje bandas como os i-glamour ou os Ping Fluido dominam a cena local, transportam com eles a tocha da musicalidade moderna, carregam o fardo de serem o exemplo a seguir pelos inúmeros adolescentes e jovens que os idolatram.
Mas na génese de tudo isso, na origem da música moderna na região, está um grupo de rapaziada da velha guarda. Os famosos irmãos Bicho: Zé, Paulo, “Chupetas” e Manuel Maria. Iniciados no mundo da música nos anos 70, cedo mostraram protagonismo noutras áreas, tais como o assalto a mão armada, espancamento de GNR´s e o surf. Aliás é no surf que eles se tornam conhecidos em todo o Barreiro. Com caixas de madeira para transporte de fruta, aproveitando a forte ondulação provocada pelos barcos do Barreiro na praia do Alburrica, faziam-se às ondas com uma radicalidade própria de quem adora confrontar o perigo. Depois formam a banda Bicho Boys e gravam no estúdio da Editora Cereja na Quinta da Lomba, temas míticos como “Baba Ranho”, “Cai no forno, sandes” e “Ajuda-me Ronda”. É com uma lágrima nos olhos que vos falo nos Bicho, não por tristeza ou nostalgia, mas por alegria incontida pois eles estão de regresso. Cumprida a pena de 20 anos, Manuel Maria e “Chupetas” poderão juntar-se aos seus outros dois irmãos para reavivar a mítica Banda. Estes, que apenas cumpriram 5 anos, tinham entretanto formado outro conjunto musical que tocava em casamentos e baptizados, denominados Irmãos Bichinho.
Irão fazer a 1ª parte do concerto dos i-glamour na próxima 4ª Feira no baile dos Unidos da Recosta. Boa sorte Bichos.
Mas na génese de tudo isso, na origem da música moderna na região, está um grupo de rapaziada da velha guarda. Os famosos irmãos Bicho: Zé, Paulo, “Chupetas” e Manuel Maria. Iniciados no mundo da música nos anos 70, cedo mostraram protagonismo noutras áreas, tais como o assalto a mão armada, espancamento de GNR´s e o surf. Aliás é no surf que eles se tornam conhecidos em todo o Barreiro. Com caixas de madeira para transporte de fruta, aproveitando a forte ondulação provocada pelos barcos do Barreiro na praia do Alburrica, faziam-se às ondas com uma radicalidade própria de quem adora confrontar o perigo. Depois formam a banda Bicho Boys e gravam no estúdio da Editora Cereja na Quinta da Lomba, temas míticos como “Baba Ranho”, “Cai no forno, sandes” e “Ajuda-me Ronda”. É com uma lágrima nos olhos que vos falo nos Bicho, não por tristeza ou nostalgia, mas por alegria incontida pois eles estão de regresso. Cumprida a pena de 20 anos, Manuel Maria e “Chupetas” poderão juntar-se aos seus outros dois irmãos para reavivar a mítica Banda. Estes, que apenas cumpriram 5 anos, tinham entretanto formado outro conjunto musical que tocava em casamentos e baptizados, denominados Irmãos Bichinho.
Irão fazer a 1ª parte do concerto dos i-glamour na próxima 4ª Feira no baile dos Unidos da Recosta. Boa sorte Bichos.
sexta-feira, junho 24, 2005
João "Ratinho"
Hoje irei falar-vos de João “Ratinho”. Personagem de um mito urbano, enriquecida na imaginação das gentes, nascida de vivências perdidas. Herda esta alcunha por ser um comedor de carochas compulsivo. Como tem apenas 1,53 m chamar-lhe “Ratão” (ele teima em ser assim conhecido) seria um exagero, pelo que é conhecido por “Ratinho”.
Homem duma densidade cultural própria de uma botija de gás butano, duma intelectualidade rica como as minas da Panasqueira nos anos 90, dum tempero social género comida macrobiótica vendida avulso, na feira da Ladra a partir das 3 da tarde.
“Ratinho” não é bailarino, “Ratinho” não é pintor, “Ratinho” é um pintor-bailarino. Passando a explicar: Ao som de músicas com “Going loco in Acapulco”, ou “Love Boat”, ou ainda do genérico de “O Justiceiro” o nosso artista movendo-se num palco em meias de Lycra, com um pincel na mão, vai pincelando em telas espalhadas em forma de cenário, pintando belos abstractos de cor e movimento.
Homem duma densidade cultural própria de uma botija de gás butano, duma intelectualidade rica como as minas da Panasqueira nos anos 90, dum tempero social género comida macrobiótica vendida avulso, na feira da Ladra a partir das 3 da tarde.
“Ratinho” não é bailarino, “Ratinho” não é pintor, “Ratinho” é um pintor-bailarino. Passando a explicar: Ao som de músicas com “Going loco in Acapulco”, ou “Love Boat”, ou ainda do genérico de “O Justiceiro” o nosso artista movendo-se num palco em meias de Lycra, com um pincel na mão, vai pincelando em telas espalhadas em forma de cenário, pintando belos abstractos de cor e movimento.
quinta-feira, junho 23, 2005
Ao meu amigo Crazy Charm
Apeteceu-me hoje falar do meu grande amigo Crazy Charm. Um borralho de esplendor artístico, quer musical, quer de cultura poética, quer ainda de simples charme latino tão do agrado do sexo oposto. Crazy começa a sua história nos i-glamour numa reunião secreta levada a cabo no famoso Barco do Barreiro “Alentejo”, onde as mais altas patentes do seio da banda decidiram pela entrada desta jovem promessa, falo de mim e de Mister Stylish. Foram momentos que chegaram a roçar o extraordinário tal a intensidade das negociações, Crazy queria ir mais além, queria uma banda à sua imagem. Era complicado. Mister Stylish é senhor dum estilo misterioso, de metáforas, repleto de simbolismo, caminhante de pensamentos para lá da imaginação. Eu sou um simples rude homem com a intelectualidade duma Biblioteca Nacional dum qualquer país europeu, retratada num filme americano, daqueles que vão directamente para o circuito de filmes de aluguer. Seria complicado conciliar personalidades tão fortes, tão distintas. Finalmente tudo se resolveu e criou-se o mito.
Crazy atravessa de momento grandes transformações do foro pessoal que o fazem afastar-se um pouco das lides i-glamouricas. Finalmente conseguiu montar o negócio de venda de coiratos congelados e aguarda-se para breve que lhe seja passada a licença pela Entidade Fiscalizadora. Boa sorte grande Crazy Charm, és um maior!!
Crazy atravessa de momento grandes transformações do foro pessoal que o fazem afastar-se um pouco das lides i-glamouricas. Finalmente conseguiu montar o negócio de venda de coiratos congelados e aguarda-se para breve que lhe seja passada a licença pela Entidade Fiscalizadora. Boa sorte grande Crazy Charm, és um maior!!
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