segunda-feira, março 16, 2009

Os Índios Poxixi e a música electrónica alemã

Aqui está uma temática que interessará certamente aos leitores deste blog. Romagnoli, no seu livro sobre as tribos índias do noroeste amazónico, tinha referido no capítulo sexto do mesmo a existência duma tribo em que todos os indivíduos possuíam quatro dedos em cada mão. O que Romagnoli não percebeu e que apenas Krpan, anos mais tarde, viria a confirmar, era que tal situação se devia a uma anomalia genética e não a um qualquer ritual tribal a que sujeitavam os recém-nascidos.
Julgaram-se extintos devido a quezílias com os seus rivais de séculos, os Pócocós.
Já em finais de 80, Paulo Cascavel, investigador na área do oculto, procurando na floresta a Cuca e o Sassi Pererê acabou por cair numa armadilha montada para apanhar Gambozinos Coloridos.
A armadilha tinha sido preparada por índios cujas características comuns eram os 4 dedos em cada mão e o gosto musical por música electrónica alemã, especialmente Kraftwerk. Era evidente que se tratavam dos Póxixi!
Levado para a aldeia tribal, foi besuntado com óleo de coco e colocado numa espécie de pedestal. Junto a si os indigenas colocaram um transístor donde brotaram belas melodias, entre as quais esta:

terça-feira, março 10, 2009

Achtung Fãs

Decidi tomar de assalto este blogue. Chega de mariquices!
De hoje em diante isto vai passar a tratar daquilo para que realmente tem jeito:
Música Electrónica Alemã do inicio dos anos 80 e ... ah… e aqui e além um toque de cultura geral porque vocês bem precisam.
O meu nome é Reden Reden e sou uma versão alemã do Talk Talk. Não encontrámos versões alemãs dos outros elementos da banda: Crazy Charm é demasiado baixo e Stylish demasiado sensível para serem alemães. Depois também pensei: Calminha ai… e então o Talk Talk não terá demasiado estilo para ser alemão?! Depois de ver o vídeoclip seguinte conclui que não.



segunda-feira, janeiro 19, 2009

Agente 007 – Parte III

Ninguém gosta de se apanhado em certas situações. Estar de mãos e pés atados (geralmente) não é bom. Se for de cabeça para baixo torna-se mesmo bastante desconfortável. Se se estiver todo nu, num palco, com 6 dançarinas exóticas a chicotear o nosso lombo e uma plateia de boçais a grunhir transforma-se em algo difícil de suportar. Se a música de fundo for o Upside Down da Diana Ross então garanto: estamos na presença da pior experiência de todos os tempos.
Por fim Bifanas achou que a diversão devia sofrer uma pausa e mandou que me desatassem. Caí estatelado de costas no chão. Recebi em seguida um roupão duma das dançarinas que me encaminhou para a mesa do patrão. A água com gás pedida inicialmente lá estava.
Era uma boa hora para fazer contas à vida. Setenta e seis indivíduos prontos a aniquilarem-me, onde o mais meiguinho de todos era um Yeti de 300 quilos ansioso por me quebrar a espinha!
- Bifanas… para quê isto? – Comecei eu – só vim cá conversar…
- Não gosto de tipos com mau perder – disse ele – especialmente se trabalham para os serviços secretos.
- Vá lá… esquece lá isso que eu esqueço esta cena agora… amigos como dantes ok?
- Amigos?! Ah ah ah ah ah ah ah. Só te aproximaste porque querias algo… e é isso que te mantém vivo. Quero saber o que tu queres?
- Epá, eu não estava lá no casino profissionalmente. Apanhaste-me entre dois vícios foi o que foi: As bolachas-baunilha e o dominó!
- Pensas que sou parvo?! Achas que consegui este grande império por não ter cérebro?!
De facto foi aqui que se fez luz. Chamar grande império a 2 casas nocturnas ilegais que se resumem a duas barracas de 20 m2 e ao monopólio da venda de rifas da região era no mínimo exagerado, para não dizer mesmo estúpido. Prossegui:
- Longe de mim meter-me com alguém tão poderoso e influente como tu… olha corria o risco de ainda acabar nu, atado de cabeça para baixo a ser humilhado por moças com os seios à mostra…
- Então mas foi mesmo isso que…
- Está bem – interrompi – O que eu queria dizer é que se me metesse com alguém teria que ser alguém mais pequenino… menos poderoso… tipo o Mestre do Crime!

terça-feira, janeiro 13, 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Agente 007 – Parte II

Podia ter sido pescador de tainhas e andar ao sabor da maré nos mares da Palha, ou então amolador de malhas do chinquilho ou até, quiçá, vendedor de lamejinhas na Praça. Mas não, optei por abraçar a profissão de agente secreto. Tenho seguido este caminho sempre com um sorriso nos lábios… pelo menos seguia até ficar sem dois dentes, ainda durante a formação, quando o chão me fugiu e embati de fronha na quina dum varandim.
Muitos amigos questionam: “Porquê James? Porquê esta vida?”, ao que eu respondo: “É de facto uma profissão de risco mas… dá estilo!”
Ainda de cabeça dorida dirigi-me à nova boáte do Bifanas. Uma barraca em fibrocimento pintada de branco junto ao caminho-de-ferro. Há muito que a Vinha das Pedras clamava por um local assim.
Á chegada deparei com a resistência de dois estranhos seguranças. Uma tipa minúscula e um Yeti de penugem acinzentada com mais de 2,5 m.
- Tu não entras aqui! – Disse a tipa.
- Então porquê? – Perguntei.
- Estás proibido de entrar e se tentares alguma coisa o meu bichano trata de ti – Disse ela olhando orgulhosa para o Yeti.
Com o Yeti podia eu bem, o problema era mesmo a tipa. Imanava um hálito a bagaço misturado com queijo da Serra que estava a causar-me náuseas. Já à beira do vómito exclamei:
- Oh princesinha… deixa-me lá entrar que estou a ficar almareado, preciso de ir à casa de banho!
- Não entras não e não me venhas com falinhas mansas…
- Então vai aqui mesmo à porta…
O Bicho das Neves ao ver-me a tentar contrariar a “dona” alçou da pata direita e tentou desferir um golpe certeiro, mas em simultâneo agachei-me para aliviar as entranhas. O membro do Bicho continuou a trajectória circular sobre mim e acabou por embater em cheio na companheira minorca. Tal qual uma bola de golfe saiu disparada para o interior da boáte ouvindo-se um estrondo brutal. Cinco segundos depois Bifanas e sua trupe estavam à porta para ver o que se passava.
- Tu de novo?! É preciso ter lata… agora é que vais ver como elas te mordem…
- Calma Bifanas… só quero uma águazita com gás para ver se arroto, ok?

(Continua)