terça-feira, janeiro 13, 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Agente 007 – Parte II

Podia ter sido pescador de tainhas e andar ao sabor da maré nos mares da Palha, ou então amolador de malhas do chinquilho ou até, quiçá, vendedor de lamejinhas na Praça. Mas não, optei por abraçar a profissão de agente secreto. Tenho seguido este caminho sempre com um sorriso nos lábios… pelo menos seguia até ficar sem dois dentes, ainda durante a formação, quando o chão me fugiu e embati de fronha na quina dum varandim.
Muitos amigos questionam: “Porquê James? Porquê esta vida?”, ao que eu respondo: “É de facto uma profissão de risco mas… dá estilo!”
Ainda de cabeça dorida dirigi-me à nova boáte do Bifanas. Uma barraca em fibrocimento pintada de branco junto ao caminho-de-ferro. Há muito que a Vinha das Pedras clamava por um local assim.
Á chegada deparei com a resistência de dois estranhos seguranças. Uma tipa minúscula e um Yeti de penugem acinzentada com mais de 2,5 m.
- Tu não entras aqui! – Disse a tipa.
- Então porquê? – Perguntei.
- Estás proibido de entrar e se tentares alguma coisa o meu bichano trata de ti – Disse ela olhando orgulhosa para o Yeti.
Com o Yeti podia eu bem, o problema era mesmo a tipa. Imanava um hálito a bagaço misturado com queijo da Serra que estava a causar-me náuseas. Já à beira do vómito exclamei:
- Oh princesinha… deixa-me lá entrar que estou a ficar almareado, preciso de ir à casa de banho!
- Não entras não e não me venhas com falinhas mansas…
- Então vai aqui mesmo à porta…
O Bicho das Neves ao ver-me a tentar contrariar a “dona” alçou da pata direita e tentou desferir um golpe certeiro, mas em simultâneo agachei-me para aliviar as entranhas. O membro do Bicho continuou a trajectória circular sobre mim e acabou por embater em cheio na companheira minorca. Tal qual uma bola de golfe saiu disparada para o interior da boáte ouvindo-se um estrondo brutal. Cinco segundos depois Bifanas e sua trupe estavam à porta para ver o que se passava.
- Tu de novo?! É preciso ter lata… agora é que vais ver como elas te mordem…
- Calma Bifanas… só quero uma águazita com gás para ver se arroto, ok?

(Continua)

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Agente 007 – Parte I

Era um casino como tantos outros. Da pequena cave de 10 metros quadrados oculta num prédio de oito andares imanava um estranho odor. Talvez fosse do ambiente carregado de puro dramatismo ou então eram apenas os sovacos do Roberto Bifanas a produzir suor.
Somente eu e Bifanas permaneciamos em jogo. Quem vencesse limpava a mesa. E ainda era uma mesa razoável: 15 rebuçados de sabor a morango, 7 pastinhas gorila de cores diversas e 1 pacotito de 5 bolachas-baunilha.
Uma peça apenas me separava da vitória. Sentia-me confiante, era caso para isso, já por duas vezes tinha sido campeão regional de Dominó. Bifanas ainda tinha três peças para despachar. Com a vitória quase certa dei um trago no Sumol laranja e esboçando um ligeiro sorriso disse:
- Sabes Bifanas, ainda vais a tempo… desiste agora e as bolachas são tuas…
- Não posso meu caro James, não posso… vou arriscar…
E arriscou. Jogou a peça 6-1. “Amarelei” e fui buscar uma peça ao monte. Bifanas esguichou um risinho estúpido e joga 1-4. "Avermelhei” e fui buscar outra peça. Bifanas soltou uma gargalhada ridícula e jogou 4-4. “Amuei por completo” e pontapeei a mesa que virou sobre Bifanas deixando-o estatelado no chão. Os seguranças do Bifanas saltaram como loucos sobre mim. De forma quase ágil, esquivei-me com estilo, pulando sobre a mesa tombada na direcção da porta. Mas… tanto estilo para nada. Uma cave com 2,00 metros de pé-direito não é o sítio ideal para um calmeirão andar aos pulos. A minha cremalheira embateu contra o tecto da sala. Caí inanimado. Acordei no dia seguinte deitado numa cama do Hospital. Mal abri os olhos ouvi uma voz familiar que me disse de forma doce:
- Olha lá oh minha besta! Que escabeche foi aquele ontem?
- Calma chefe… o Bifanas mais um pouco e vai revelar-me quem é o Mestre do Crime…
- O quê?! Tem juízo James. Ele vai é lambuzar-se com as bolachitas de baunilha que os contribuintes da Ilha do Rato pagaram. E da próxima vez que te ver vai mandar os capangas dele darem-te um sova.
- Não vai nada… ele sabe!
- Sabe o quê?
- Ele sabe de que material é feito aqui o “je”!
- Pois, pelo menos a cabeçorra deve ser de pedra, abriste um buraco na laje!

terça-feira, dezembro 30, 2008

A Culinária e o Ténis

- Olha lá “Tók”, porque é que não falas um dia sobre grandes salames no teu blogue. É pá acho que é um assunto interessante e que vai atribuir uma seriedade ao teu blogue que este nunca teve.
- Uau… estou parvo contigo pá.
- Porquê?! Não achas que grandes salames é um bom assunto?!
- Não é isso. Salames são um óptimo assunto…
- Então?!
- Não estava à espera que usasses as palavras “atribuir” e “seriedade” em discurso fluído e logo na mesma frase… nem arrotaste pelo meio nem nada… parabéns!
- Ah deixa-te de merdas… e então vais falar em grandes salames ou não?
- Quer dizer… eu por mim falava em salames grandes e até em salames pequenos… mas eu de culinária percebo pouco!
- Culinária?! Mas o que é que culinária tem a ver com o “Wembleidone” e o “Rolando Garrôs”?!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Topografia

- Talk, o que é um topógrafo?
- É um tipo que tira cotas.
- Tira cotas?! Mas tira os cotas donde?!
- (…)!